Introdução:
Como
a proposta deste Blog é conhecer um pouco mais sobre a história da nossa
música, nada mais justo fazer um especial sobre o carnaval brasileiro. Afinal,
o desenvolvimento da nossa música é diretamente ligado às fases do carnaval no
Brasil.
Para
esse especial, li alguns autores e sites que discorrem sobre a história do
carnaval, e procurei sempre pelo enfoque no carnaval do Brasil. Ao final,
montei um pequeno histórico, e que devido ao tamanho resolvi dividir em duas
partes.
O
Carnaval, origem e chegada no Brasil:
Tanto
o nome quanto a origem e a chegada do carnaval aqui no nosso Brasil geram
bastantes dúvidas nos historiadores e demais estudiosos. Não se sabe
precisamente a origem do termo carnaval. O termo também é encontrado no período
medieval como carmem levare ou carnelevarium. Ambas significam a
véspera da quarta-feira de cinzas.
Juntamente
com a dificuldade em encontrar a real origem do termo carnaval está a
dificuldade em descobrir a origem dele.
Há quem diga que ele surgiu em Roma, proveniente das festas orgíacas e
outros afirmam ser uma festa de origem grega. Isso porque o Rei Momo é uma das
formas de Dionísio, o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo. Mas
independente da origem do carnaval podemos afirmar que ele desde o seu início
foi regado por muita comemoração, festas, bebidas, comidas e demais componentes
que de uma forma ou de outra, acabam proporcionando o bem para as pessoas.
A
chegada ao Brasil é mais um ponto que gera dúvida. A única certeza é de que ele
foi trazido pelos portugueses e a data mais aceita pelos historiadores é 1723.
Embora essa data seja aceita, há uma corrente que afirma que o primeiro
carnaval brasileiro surgiu em 1641, em uma festa promovida para o rei Dom João
IV.
A
influência européia e início da transformação do carnaval brasileiro:
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| Carnaval em Veneza. |
Até
o final do século XIX, o carnaval brasileiro teve a Europa como influência. Na
Europa o carnaval era caracterizado por desfiles urbanos onde os personagens
usavam máscaras e fantasias. Além do rei Momo, já mencionado no início, a
Colombina e o Pierrô, outros dois personagens que dão o charme ao carnaval até
hoje, também são de origem européia.
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| Zé Pereira |
Além
do Zé Pereira, outros elementos foram dando forma ao carnaval brasileiro, entre
eles o Baile de Máscaras, que embora tenha sido realizado inicialmente em
comemorações para/da família real, em 1840 aconteceu o primeiro aberto ao
público. Aberto nem tanto, era necessário pagar dois mil reis pelo ingresso,
que dava direito a uma ceia também.
Aliadas
ao uso dessas máscaras vieram também as fantasias, principalmente a partir de
1870.
A
partir daí, o carnaval que antes não chegava a um décimo da população, começou
a crescer país afora, com o surgimento de blocos, cordões, bailes ao ar livre,
pré-carnaval e matinês. Muitos dos bailes nacionais chegaram a repercutir até
fora do país, principalmente os realizados em locais fechados. Mesmo com essa
repercussão internacional, o sucesso e transformação do carnaval em um carnaval
tipicamente brasileiro, só foi possível graças à participação das camadas mais
populares da sociedade.
No
finalzinho do século XIX, uma obra de arte da nossa música chegou, mudando para
sempre o carnaval no país. Essa obra a que me refiro é a marchinha ‘’Ó Abre
Alas’’, de autoria da maestrina Chiquinha Gonzaga, e composta para o cordão
Rosa de Ouro.
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| Chiquinha Gonzaga |
- Extras:
- A partir de 1685, ora as máscaras eram
liberadas pela polícia, ora eram negadas. Os negros e mulatos caso fossem pegos
usando, seriam chicoteados em praça pública. Os brancos seriam exilados para a
Colônia do Sacramento.
- As fantasias mais famosas e clássicas durante o período do império até o início da república eram: a caveira, o burro, o doutor, a morte, o diabo, o marajá, o pai João, o mandarim, o rajá, o marajá, Pierrô, Colombina e Arlequim.




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